quinta-feira, 17 de maio de 2012
azuis
Diário. Sala de ensaio, improvisos, idéias, caminhos... Borboleta Azul sendo gerado e compartilhado em sala de ensaio com assistencia permanente. Ficar. Voar. Prender. Soltar. Movimento. Conflito. Ação. Reação. Registro. Fico. Solto aqui.
http://youtu.be/eHcFH9LkrQs
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Cineclubeteria BocadoPúblico
Na segunda-feira, dia 28 de maio de 2012, a partir das 20 horas haverá pré estréia do filme de média-metragem Fetos Lívidos, de Diomédio Piskator, à rua do Triunfo, 301, Luz, São Paulo, fone 3362-8883. Após a exibição, haverá um bate-papo sobre o Processo de Criação e Exibição Fílmica Digital. Entrada franca. A Cineclubeteria BocadoPúblico realiza sessões na ultima segunda-feira do mês, priorizando lançamentos de curtas, médias e longas inéditos.
terça-feira, 15 de maio de 2012
texto de Leonardo Fuhrmann para o programa de Borboleta Azul
Borboleta Azul não se passa em Belo Monte, pelo menos não obrigatoriamente, pois a época e o local onde a trama se desenrola não ficam claros. Como o autor e diretor Paulo Faria é paraense e artista com causa e ideias, a referência à usina que está sendo construída na Amazônia pode parecer óbvia. Na sala de ensaios, durante as discussões sobre o lugar onde fica a pensão em que moram Dona Cora (Juliana Fagundes) e sua filha Belbelita (Thais Aguiar), as referências ao megaprojeto se repetiam. Era uma forma usada para imaginar o cenário desolador em que ambas esperavam pela volta redentora de José, o filho Dona Cora cujo retorno elas tanto aguardam e também as reações que a chegada do misterioso viajante Rafael (Beto Magnani) será capaz de desencadear nas duas mulheres que pareciam mergulhadas na espera por um Godot beckettiano. Mas é a vida das personagens, suas memórias, expectativas e angústias que desenrolam a trama, independentemente de qual é a barragem que está sendo feita. É a falta de futuro possível naquele lugar que atinge as personagens, que vivem em um passado presente.
Diretor da companhia Pessoal do Faroeste, Faria escreveu a peça em 1993, baseado em um trecho do romance O Estrangeiro, de Albert Camus. Depois da produção de Cine Camaleão, com recursos audiovisuais e performáticos, Borboleta Azul é propositalmente simples, minimalista mesmo. Isso não torna a peça obrigatoriamente um trabalho realista. A trama pode não passar de um pesadelo, delírio ou alucinação, mas isso depende também da interpretação de cada espectador. (
foto lenise pinheiro)
Cia Pessoal do Faroeste estreia nova peça na Rua do Triunfo
Após um mergulho na Boca do Lixo, discutindo o cinema na cidade de São Paulo, através do “Cine Camaleão”, o novo espetáculo “Borboleta Azul” traz de volta o universo sertanista discutido em “Meio Dia do Fim”. Uma novela de suspense inspirada em um trecho do Estrangeiro de A. Camus e ambientada num Brasil rural que será tragado por uma represa, buscando paralelos com temas atuais do Brasil, como Belo Monte.
Borboleta Azul
D. Cora na companhia de sua filha Belbelita esperam pelo seu filho mais velho José, que fora vendido aos oito anos, com o sonho de voltar rico. O lugarejo em que moram vai ser inundado pelas águas de uma represa. Toda a região já fora desocupada, restando somente as estranhas mulheres que esperam o parente.
Durante os longos anos de espera, Belbelita faz um jardim, em volta da pensão da mãe, para atrair borboletas azuis para sua coleção. Até que um dia chega Rafael, um hóspede, que vai transformar para sempre o destino daquelas mulheres.
O texto
Escrito em 1993 e seu enredo foi inspirado no “Estrangeiro” de A. Camus na seguinte passagem quando a personagem está presa.
“Entre a enxerga e as tábuas da cama, eu encontrara, com efeito, um velho pedaço de jornal, amarelecido e transparente, quase colado ao pano. Relatava um acontecimento cujo início faltava, mas que devia ter sucedido na Tchecoslováquia. Um homem partira de uma aldeia para fazer fortuna. Ao fim de vinte e cinco anos, rico, regressara casado e com um filho. A mãe dele, juntamente com a irmã, tinham uma estalagem na aldeia. Para lhes fazer uma surpresa, deixara a mulher e o filho noutra estalagem e fora visitar a mãe, que não o reconheceu. Por brincadeira, tivera a idéia de se instalar num quarto como hóspede. Mostrara o dinheiro que trazia. De noite, a mãe e a irmã tinham-no assassinado à martelada e atirado o corpo para o rio. No dia seguinte de manhã, a mulher do desgraçado viera à estalagem e revelara, sem saber, a identidade do viajante. A mãe enforcara-se. A irmã atirara-se a um poço. Devo ter lido esta história milhares de vezes. Por um lado, era inverossímil. Por outro lado, era natural. De todos os modos, achava que o viajante merecera até certo ponto a sua sorte e que nunca se deve brincar com estas coisas.” – “O estrangeiro de A. Camus
Borboleta Azul
Novela de suspense – drama
Estreia 13 de junho – quarta-feira, as 19h
Temporada de 14 de junho a 01 de setembro de 2012
As quintas e sextas às 19h e sábados às 21h30
Duração: 60 minutos
Ingressos: Pague Quanto Puder (Quem chega uma hora antes recebe um envelope e, no final da peça, deixa a sua contribuição)
Antecipados ou reservas por R$ 30 (quem ligar antes para reservar lugar, perde a vantagem do pague quanto puder)
Local: Sede Luz do Faroeste
Rua do Triunfo, 301 – Metrô Luz – 3362-8883
60 lugares
Ficha Técnica
Direção Geral e Dramaturgia
Paulo Faria
Elenco
Beto Magnani, Juliana Fagundes e
Thais Aguiar
Iluminação
Paulo Faria e Tomate Saraiva
Cenografia e Figurino
E. F. Kokocht e Paulo Faria
Preparação Corporal
Érika Moura
Preparação Vocal
Denise Venturini
Preparação Percussiva
Jorge Peña
Produção admistrativa
Flavia Morena
Produção Executiva
Cris Amorim
Produção Técnica
Luiz Antonio Jr
Produção de Comunicação
Lorenna Mesquita
Direção de Produção
Pablo Dias
Realização:
Pessoal do Faroeste da Cooperativa Paulista de Teatro
Projeto Realizado com apoio da Secretaria do Estado de Cultura - Programa de Ação Cultural 2011
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Pessoal do Faroeste faz cinema na Boca
MEMÓRIAS DA BOCA é uma produção de Diomédio Piskator. Um longa metragem com 15 episódios, 15 roteiros, 15 cineastas da época da Boca do Lixo homenageiam o ciclo. Eis a equipe e o elenco do curta dirigido por Diomédio.
— com Valdir Medori, E. F. Kokocht, Tony Ciambra, Castor, Roberta Mestieri, Mel Lisboa, Neto Magnani e Paulo Faria.
ANJO AZUL
foto: Yuri Pinheiro

foto: Vagner Cardoso
Desço as escadas. O garçom do Amarelinho fumava na porta e eu subindo caixas. “Oi” “Salve” “Vão fechar, né? O teatro acabou-a-Loira não vem mais?”. "Não, foi só a peça que acabou. Em junho a gente estréia outra. O teatro continua.” “Igual aquela da Loira?” Em seus olhos a mesma duvida que tinha quando todo sábado me perguntava se a Loira viria fazer a peça naquela noite. “Todos os atores vêm sempre fazer a mesma a coisa.?”. “Toda vez eles fazem a mesma coisa” "Mas que sempre é diferente." A única vez que veio ver a peça na sua folga estava tão mamado que achou melhor não ficar pra ver a Loira. “Mas fique tranqüilo a Loira estará na outra peça. Estréia dia 12 de junho Borboleta Azul” "Nåo acabou, entåo?" Numa boa...
(Em cena Juliana Fagundes cine camaleåo)
Desço as escadas. O garçom do Amarelinho fumava na porta e eu subindo caixas. “Oi” “Salve” “Vão fechar, né? O teatro acabou-a-Loira não vem mais?”. "Não, foi só a peça que acabou. Em junho a gente estréia outra. O teatro continua.” “Igual aquela da Loira?” Em seus olhos a mesma duvida que tinha quando todo sábado me perguntava se a Loira viria fazer a peça naquela noite. “Todos os atores vêm sempre fazer a mesma a coisa.?”. “Toda vez eles fazem a mesma coisa” "Mas que sempre é diferente." A única vez que veio ver a peça na sua folga estava tão mamado que achou melhor não ficar pra ver a Loira. “Mas fique tranqüilo a Loira estará na outra peça. Estréia dia 12 de junho Borboleta Azul” "Nåo acabou, entåo?" Numa boa...
(Em cena Juliana Fagundes cine camaleåo)
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